• INÍCIO
  • CONTATO
  • MÍDIA KIT
  • ANUNCIE NO BLOG
  • COMENTÁRIOS
  • MAPA DO BLOG
  • quinta-feira, 24 de maio de 2018

    A Rússia é aqui! - (O país é a sede da 21ª edição da Copa do Mundo, entre 14 de junho e 15 de julho.)

    Nascida em São Petersburgo, a professora Yulia Mikheeva dá aulas para brasilienses interessados no idioma russo
    O piauiense Francisco de Assis tornou-se padre há 25 anos e fundou a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, no Lago Sul

    *Por Murilo Fagundes

    Daqui a menos de um mês, os holofotes estarão voltados para a Rússia. O país é a sede da 21ª edição da Copa do Mundo, entre 14 de junho e 15 de julho. A 12 mil quilômetros do evento, integrantes da comunidade russa devem acompanhar a festividade aqui no Brasil, que recebeu a última edição da competição esportiva. A torcida se dividirá entre a imponente seleção canarinho e a ainda discreta seleção russa, que nunca passou da primeira fase do torneio. Alguns russos, moradores de Brasília, aproveitam para relembrar tradições culturais e religiosas, driblar a saudade da neve e se adaptar à terra vermelha do cerrado.

    É o caso da professora de línguas Yulia Mikheeva, 34 anos. Ela nasceu em São Petersburgo e chegou ao Brasil há 10 anos. Apaixonou-se pelo país e acabou elegendo a capital federal para fixar moradia. Desde que está aqui, trabalha como professora de inglês, mas pensou que, por ser russa, poderia dar aula da língua nativa. Há quatro anos, inaugurou uma escola na 311 Norte.

    Com a proximidade do torneio mundial de futebol, Yulia abriu turmas direcionadas aos brasilienses que pretendem viajar à Rússia para assistir à disputa esportiva. Ela não acompanha futebol, mas, por estar no Brasil, rendeu-se à festa. Daí, vem a dúvida: os russos daqui escolherão qual camisa para defender, a russa ou a brasileira? A professora assegura que vai torcer pelo país de origem. “Meus amigos e eu queremos colocar a camiseta da seleção russa e ir para um bar ver os jogos”. Mas, logo emenda: “Assim que a Rússia for eliminada, começo a torcer para o Brasil”, apostando em uma eliminação precoce do seu país.

    Os amigos de que Yulia fala integram o Clube Russo Brasileiro. A associação foi criada por ela e reúne a comunidade do país de origem em eventos no Distrito Federal. O grupo organiza piqueniques e festas em feriados tradicionais, com direito a comes e bebes típicos do país do leste europeu.

    Elena Anoshina e Olga Ostrowski querem abrir uma joalheria aqui. Deixaram a pátria depois de se apaixonar por brasileiros
    Encontros
    Na última semana, os integrantes do clube organizaram uma noite russa em um bar na Asa Norte. Lá, montaram quizzes sobre a história do país, brincaram com jogos de damas, beberam os famosos shots e praticaram a língua entre nativos e estudantes do idioma. Entre as participantes, estavam as amigas Elena Anoshina, 28, e Olga Ostrowski, 32. Ambas deixaram o país natal depois de se apaixonarem por brasileiros.

    “Vim ao Brasil por causa do amor. Encontrei meu marido na Rússia, porque ele foi estudar lá e resolvi vir com ele”, conta Olga. A amiga conheceu o marido brasileiro em um reveillon na República Tcheca e faz três anos que chegou a Brasília. Ela diz que são muitas as diferenças entre a capital do seu país e a do Brasil.

    “Em Moscou a vida cultural é muito mais movimentada. Aqui tem mais verde, mais arte moderna, mas, em compensação, menos exposições e arte clássica”, elenca. A russa, que trabalhava com relações públicas em Moscou, hoje atua como professora na Asa Norte. Mas constrói planos com Olga: “Queremos abrir uma joalheria”.

    Yulia, que conhece muitos russos e lidera o clube no DF, conta que, normalmente, a história deles é parecida com as de Elena e Olga. “Uma moça russa conhece um brasileiro, eles se apaixonam e ela vem para cá. Também há os aventureiros que se interessam pela cultura brasileira e simplesmente vêm. Muitos começam a dar aulas e depois abrem o próprio negócio, como eu fiz”, diz.

    Refúgio
    “Não adianta dividir Estado e Igreja. Isso não acontece na Rússia, porque a cultura de lá está ligada à religião.” Assim, Francisco de Assis, 65, que se tornou padre aos 40, analisa a relação da religião com a cultura russa. O piauiense de Buriti dos Lopes fundou a Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou, no Lago Sul, e hoje acolhe muitos russos, que tratam o local como refúgio.

    Quando inaugurou a igreja, padre Francisco tinha o objetivo de atender brasileiros. Depois, o templo se tornou uma comunidade étnica. Em dias de festas, como a Páscoa e a Dormição da Virgem Maria, no último domingo de agosto, russos, bielorussos e brasileiros se reúnem em uma grande confraternização e reforçam a união das duas culturas.

    Ele costuma se reunir frequentemente com líderes da Rússia na capital. Na última semana, o encontro foi com o embaixador Sergey Akopov. “Aqui no DF, temos a Igreja, a embaixada e a associação comercial da Rússia. Todos são fiéis ortodoxos e frequentam a paróquia”, afirma.


    (*) Murilo Fagundes* (* Estagiário sob supervisão de Margareth Lourenço - especial para o Correio Braziliense – Fotos: Luis Nova/CB/D.A.Press – Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press )






    Ride/DF terá 35 municípios - "Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, deve ser inserido"

    Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros, deve ser inserido na Ride/DF: mais repasses de recursos caso o projeto passe pela Presidência

    *Por Flávia Maia

    ENTORNO - Depois de aprovada no Senado, a ampliação da Ride-DF -Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno depende da sanção presidencial para entrar em vigor. Com a iniciativa, mais 12 cidades vizinhos à capital poderão receber recursos

    Doze novos municípios serão inseridos na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF). O projeto de lei que amplia o número de cidades de 22 para 35 foi aprovado na terça-feira no Senado e seguiu para sanção presidencial. Foram 64 votos favoráveis e um contrário à ampliação da área. Dessa forma, entram na lista 10 municípios goianos e dois mineiros. São eles: Alto Paraíso, Alvorada do Norte, Barro Alto, Cavalcante, Flores de Goiás, Goianésia, Niquelândia, São João d’Aliança, Simolândia e Vila Propício, além de Arinos e Cabeceira Grande, em Minas Gerais.

    O argumento para a aprovação do projeto é a ligação socioeconômica dessas cidades com o Distrito Federal. Para o deputado Rogério Rosso (PSD), autor da proposta na Câmara Federal, ao fazer parte da Ride, essas localidades poderão receber os recursos destinados à região via governo federal e emendas parlamentares. “Com isso, eles poderão desenvolver mais e gerar empregos, e a população não vai precisar usar equipamentos públicos do DF”, justifica. Para ele, mesmo estando em um raio de 400km de distância, muitas cidades dependem da capital federal.

    Para a Associação de Municípios Adjacentes ao DF (Amab), da qual fazem parte as 12 cidades limítrofes com o Distrito Federal, participar da Ride é importante, mas os benefícios financeiros vêm em escala menor do que o esperado. O prefeito de Águas Lindas e presidente da Amab, Hildo do Candango, explica que os recursos via Ride exigem que as localidades estejam sem débitos e sem problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. “Nunca conseguimos pegar recurso da Ride para Águas Lindas, porque a arrecadação do município é baixa e é difícil cumprir os limites com gasto de pessoal”, explica. Para acessar recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e fundos, como o de Participação dos Municípios, não é necessária a certidão negativa.

    Harmonia
    Segundo Rosso, a entrada de mais cidades não repartirá o recurso existente. “A quantidade de recursos dependerá do trabalho das bancadas, não há limite”, explica. O parlamentar afirma que prepara um projeto de lei para normatizar consórcios municipais. “Assim, o acesso será mais facilitado e com menos burocracia para usar os recursos federais”, adianta.

    Na votação, o relator da matéria, senador Hélio José (Pros-DF), e os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wilder Morais (DEM-GO) defenderam a ampliação da Ride com os argumentos de desenvolvimento de ações governamentais para promover a redução das diferenças socioeconômicas do Entorno.

    A Ride foi criada em fevereiro de 1998 e regulamentada em agosto do mesmo ano. De acordo com o texto da legislação, a região integrada tem o objetivo de articular e harmonizar as ações administrativas da União, dos estados e dos municípios. De acordo com o Ministério das Cidades, está previsto repasse de R$ 1,4 bilhão em obras e projetos de saneamento nas localidades integrantes da Ride-DF para 2017.


    (*) Flávia Maia – Foto: Breno Fortes/CB/D.A.Press  - Correio Braziliense



    terça-feira, 22 de maio de 2018

    Acorda, Brasil - “Antes de votar, pesquise sobre o passado do seus candidatos...”

    Acorda, Brasil

    Dezoito dos deputados da Câmara Legislativa do DF estão encrencados com a Justiça. Somente seis não têm nenhuma pendência. A maioria das excelências distritais respondem a inquéritos policiais pelo recebimento de propinas, falsificação de documentos, venda de emendas parlamentares, entre outros delitos.

    Esse é o quadro da situação do DF levantado pela reportagem do caderno Cidades. Na esfera federal, o panorama não é melhor. Cerca de um terço dos ilustres deputados estão enrolados com investigações do Ministério Público e da Polícia Federal.

    E o que dizer do Senado, uma instituição respeitável durante muito tempo? Quarenta e dois dos 81 parlamentares da casa enfrentam acusações e investigações graves. São essas autoridades que definem políticas públicas, orçamentos e leis que regem o país. A maioria é completamente desqualificada para exercer cargos de tamanha responsabilidade.

    Como se não bastasse o despreparo, eles têm se arvorado a tomar decisões sobre temas que não lhe cabem legislar. Aprovaram a toque de caixa uma reforma dos currículos para o ensino fundamental sem o menor conhecimento e da maneira mais irresponsável. Ora, quem tem competência para fazer reformas no sistema público de educação são os pedagogos.

    Agora, a bancada ruralista quer atropelar o Ministério da Saúde, o Ministério do Meio Ambiente, a Anvisa, a ciência e a sensatez para impor um absurdo projeto que facilita a aprovação de agrotóxicos perigosos. São produtos que podem provocar anomalias no útero, malformação do feto, câncer e mutações genéticas.

    Querem envenenar os cidadãos e ainda enfeitar o despautério, substituindo o nome agrotóxicos por “produtos fitossanitários”. Não cabe a suas excelências agirem com tamanha irresponsabilidade. Só os cientistas e os técnicos têm competência para deliberar sobre tema tão delicado.

    Durante quatro anos, as excelências distritais e federais debocharam, humilharam e ofenderam os cidadãos. Mas, com as eleições, é a hora da revanche. É muito fácil saber quem votou contra o interesse coletivo, sequestrou direitos e saqueou os cofres públicos. Basta acionar o botão do Google.

    Cada eleitor pode dar uma contribuição para sanear o espaço público e melhorar o Brasil. Às vezes, me dá vontade de berrar, como fez aquele personagem delirante de A idade da terra, de Glauber Rocha, sob o fundo do cerrado: “Construiremos uma nova nação. Acorda, Brasil. Acorda, humanidade. Acorda, humanidade!”  
                         
                     “Antes de votar, pesquise sobre o passado do seus candidatos...”
    Por Severino Francisco – Jornalista, colunista do Correio Braziliense – Foto Ilustração: Blog - Google



    Para onde vai a educação? - (UnB)

    Para onde vai a educação?

    *Por Circe Cunha

    No domingo, o caderno Cidades, do Correio Braziliense, estampou em sua manchete, sob o título “Para onde vai a UnB”, a questão da crise que assola a principal universidade de Brasília. Posta em números, a questão do deficit nas finanças da instituição por conta no aumento do custeio de R$ 800 milhões, verificado a partir de 2013, para o atual R$ 1,4521 bilhão, poderia ter equacionamento mais racional, já que as receitas no mesmo período variaram para cima, indo de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,7 bilhão.

    O prestigiado Departamento de Economia, por onde vagueiam cérebros treinados e aparentemente ociosos nas artes do balanço contábil, poderia se debruçar sobre o assunto e, nesse caso, não surpreenderia se a UnB viesse a constatar a existência de inúmeras saídas sensatas para o vermelho nas contas, sem a necessidade de empurrar a instituição ladeira abaixo no quesito respeitabilidade pública, item importantíssimo quando se trata de um centro de estudo e pesquisa, vital para o desenvolvimento da sociedade.

    Só que, por trás desse pano, aparentemente atropelado por números, se esconde um problema muito maior até que a própria instituição e que, nestes dias conturbados, vem permeando não só as instituições de ensino público em todo o país, mas a própria estrutura organizacional do Estado, colocando em risco a sustentação do principal pilar que escora a República.

    Para além de uma crise financeira, o que a UnB e outras universidades do gênero vêm experimentando na pele decorre da corrosão provocada pela ausência do cimento da ética, o que tem levado a nação ao mergulho no seu mais tenebroso momento. É sob a esteira desse imenso triturador de moral que foi ardilosamente organizado, no andar de cima do governo e que tem levado dirigentes importantes a conhecer, por dentro, o sistema carcerário, que a UnB vê seu antigo prestígio sendo levado aos poucos de roldão.

    Mesmo as questões relativas aos debates ideológicos, tão necessários numa casa do saber, perdem importância e substância filosóficas e racionais quando se assiste a cada dia a transformação dessa universidade num ambiente em que a erudição e o saber perderam espaço para hostilidades primitivas que, ao fim e ao cabo, revelam o despreparo intelectual de professores e alunos, com muitas exceções, para os grandes debates nacionais, acabando também por colocar a instituição na mesma vala comum em que hoje jazem as principais lideranças do país.

    Permitir, nessa altura dos acontecimentos, que a UnB adentre atalhos rumo a uma anacrônica revolução gramsciana, visando à hegemonia do pensamento como demonstra a apatia cúmplice de sua reitoria frente à crise, é decretar a morte da instituição e confiná-la embalsamada no mesmo mausoléu de vidro onde repousa hoje a figura sinistra de cera de Lenin.

    Para os pagadores de impostos, já demasiadamente arrochados pelo fisco, interessa uma instituição que possa pensar e apontar caminhos para o país. É justamente em prol dos muitos que jamais terão oportunidade de acesso a esse time de elite que a UnB tem que trabalhar, pondo suas tropas bem formadas em campo.

    ****
    A frase que foi pronunciada
    “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
    (Paulo Freire)

    Incompreensível
    »Eucaliptos italianos que davam graça à paisagem da entrada do Pontão e que ficavam na pista oposta foram todos derrubados

    Gana
    »O parque que era cercado na entrada do Lago Norte já não tem limites. É fácil a Câmara Legislativa mudar a destinação de um parque para moradia. Principalmente se a população interessada não ficar de olho ou não reagir.

    Preleção
    »Na Pizzaria Dom Bosco, da Asa Sul, uma discussão sobre política terminou dizendo que tinham que acabar com o Congresso. O orador deve ter esquecido que quem faz as leis recebeu voto da população. Com uma urna segura, a escolha pode mudar.

    Mais uma
    »Um dos balconistas da Dom Bosco, o William, Marcão ou Rodrigo perguntou. “Já reparou que as leis de arrecadação são certinhas? Água, Luz, IPTU, IPVA, até as multas de trânsito funcionam?” Já os investimentos na saúde, educação, transporte e segurança não seguem a mesma rigidez.


    (*) Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto: Bento Viana - Ilustração: Blog - Google


    Antônio Gomes Ex-secretário-geral do PSDB/DF: O Izalci, vai nadar, nadar e morrer longe da praia.


    Antônio Gomes
    Ex-secretário-geral do PSDB/DF

    Por que você decidiu se desfiliar e deixar o cargo de secretário-geral na executiva do PSDB/DF?
    Decidi deixar o PSDB com alguns companheiros porque não acreditamos nessa aliança comandada pelo senador Cristovam, sem nenhuma afinidade ideológica ou programática com os demais partidos que integram essa frente. Terceira via, para nós, é acostamento. O Izalci vai ser o Pitiman de 2018. Vai nadar, nadar e morrer longe da praia. 

    Acredita que o PSDB nacional e Geraldo Alckmin vão apoiar o projeto eleitoral em torno da candidatura de Izalci Lucas?
    Acredito que esse apoio ao projeto político de Izalci vai depender das alianças que o PSDB nacional for obrigado a fazer para viabilizar a candidatura do Alckimin à Presidência da República, com possibilidades de vencer as eleições. Se o Izalci tiver que ser sacrificado para possibilitar uma aliança em Brasília, com o PSB, por exemplo, não tenho dúvidas de que o será, em nome dos superiores interesses do partido. Nada está definido. Tudo pode acontecer. 

    Quem é o melhor candidato para o GDF?
    O melhor candidato para o GDF é aquele que tenha experiência, que seja ficha-limpa, que conheça os problemas da cidade, e tenha coragem para enfrentá-los. Das candidaturas postas até agora, o mais preparado para governar a cidade é o doutor Frejat. Ele só precisa de um vice que tenha esses mesmos predicados para vencer as eleições no primeiro turno.

    Cristovam atrapalha Izalci?
    Cristovam atrapalha muito o Izalci, porque ele não tem mais votos na esquerda e nem terá votos na direita. Seus eleitores não votam no Izalci nem os eleitores do Izalci votam nele. 

    E Izalci atrapalha Cristovam? 
    O Izalci não atrapalha o Cristovam, mas também não o ajuda. É uma conta de soma zero. 


    Ana Maria Campos – Foto: Edson Gês/CB/D.A.Press - Correio Braziliense


    segunda-feira, 21 de maio de 2018

    STF inclui parte da delação de Funaro em inquérito contra Filipelli


    STF inclui parte da delação de Funaro em inquérito contra Filipelli - O ex-vice-governador do Distrito Federal é suspeito de favorecer empresas de ônibus

    O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou o compartilhamento de parte da delação do doleiro Lúcio Funaro em inquérito que investiga o ex-vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli (MDB). No processo, em tramitação no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), o político é suspeito de favorecer empresas de ônibus.

    De acordo com a denúncia, Filipelli teria recebido propina de uma das empresas que prestam serviço na capital, Viação Piracicabana, para dificultar as investigações na CPI dos Transportes da Câmara Legislativa. A licitação que renovou a frota de ônibus é alvo dos promotores, que acusam membros do governo e do Legislativo de favorecimento ilícito durante o certame.

    Além de Filipelli, também são citados na investigação o deputado distrital emedebista Rafael Prudente e o petista Ricardo Vale. Ambos negam o envolvimento no caso.

    Filipelli também é investigado por supostas irregularidades nos contratos para a reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha - que custou R$ 1,5 bilhão e do Centro Adminstrativo do DF - que de acordo com a concessionária construtora, custou R$ 1 bilhão, valor ainda não repassado pelo governo.

    Lava Jato
    Outro depoimento da Operação Lava Jato também cita Filipelli, do doleiro José Antônio Pacífico. O vice-governador chegou a divulgar um vídeo, em 2017, negando a acusação de que teria recebido R$ 15 milhões em propina da Odebrecht para acelerar a liberação do Centro Administrativo, construído em Taguatinga.

    Fonte: Destak - Brasília   - Foto: Saulo Cruz/ Câmara Legislativa


    Decks que interligam os parques Asa Delta e Península Sul e o Pontão são inaugurados - #VemPraOrla - (Galeria de Fotos)

    Decks fazem a ligação entre o Pontão, o Parque Penínsual Sul e o Parque Asa Delta, com 500 metros de estrutura sobre a água. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
    Decks que interligam os parques Asa Delta e Península Sul e o Pontão são inaugurados
    Agora, a população de Brasília poderá explorar a trilha com mais de 6,5 quilômetros às margens do Lago Paranoá. Caminhada #VemPraOrla abriu as atividades neste domingo (20)
    Os dois decks que interligam os parques Asa Delta e Península Sul e o Pontão foram entregues neste domingo (20) à população de Brasília. O percurso total tem 4 quilômetros, dos quais 500 metros são na estrutura de madeira sobre a água.
    O primeiro trecho liga a calçada externa do Pontão ao Parque Península Sul e tem 189 metros de comprimento. O outro, com 256 metros, faz a conexão do Parque Península Sul ao Parque Asa Delta, o que possibilita a ligação entre as trilhas já existentes.
    Assim, a população de Brasília poderá explorar a trilha com mais de 6,5 quilômetros às margens do Lago Paranoá.
    Os dois decks levaram sete meses para ser construídos e custaram R$ 2,177 milhões. O material utilizado na obra foi a madeira cumaru, considerada altamente resistente ao ataque de micro-organismos e ao contato com a água e o ar.

    Construção dos decks é parte do Plano Orla Livre

    A construção dos decks é parte do >>> Plano Orla Livre, que tem o objetivo de tornar o Lago Paranoá um ponto de encontro mais acessível, organizado e com diversas opções de lazer, além de pensar em oportunidades de negócios pontuais que fomentem a economia.
    "A cidade deve democratizar os espaços públicos, especialmente os mais nobres, que eram utilizados por poucos e que agora podem ser compartilhados por toda a população"  .(Rodrigo Rollemberg, governador de Brasília)

    Para isso, a orla do Lago Paranoá foi desobstruída para o uso da população. As operações, que começaram em agosto de 2015, foram finalizadas em 25 de outubro de 2017 no Lago Norte e em 20 de dezembro no Lago Sul.

    “Compreendo [a desobstrução] como um salto civilizatório. A cidade deve democratizar os espaços públicos, especialmente os mais nobres, que eram utilizados por poucos e que agora podem ser compartilhados por toda a população”, disse o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, que inaugurou os decks.
    Foi desobstruído 1,7 milhão de metros quadrados (m²) na orla: cerca de 1 milhão no Lago Sul e 671 mil no Lago Norte, em um trabalho integrado que contou com cerca de dez órgãos do governo do DF.
    A Agência de Fiscalização do DF (Agefis) fez 125 operações para desobstruir a orla do lago. No total, 454 lotes foram recuados.

    Cerca de 100 pessoas participaram da caminhada #VemPraOrla

    Para incentivar a população a aproveitar o dia às margens do lago, Rollemberg participou da caminhada #VemPraOrla, que começou no Parque Asa Delta. Primeira atividade oficial de inauguração dos dois decks de madeira que interligam os parques, o evento reuniu cerca de 100 pessoas – segundo a Polícia Militar do Distrito Federal.
    Também acompanharam a caminhada o diretor-adjunto do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas (ONU), Peter Rodriguez, e as embaixatrizes da República de Angola, Neogilda Cosme; de Cabo Verde, Ariana Helena do Rosário Silva; e de Mali, Macki Traoré.
    Ao chegar ao Pontão, o governador participou da premiação dos primeiros colocados da 30ª edição do Sesc Triathlon Circuito Nacional e 13ª edição em Brasília, que reuniu profissionais e amadores. Os atletas fizeram 750 metros de natação, 20 quilômetros de ciclismo e 5 quilômetros de corrida.
    Galeria de Fotos: - (   https://goo.gl/eUs3kh   )





    Agência Brasília

    imagem-logo
    © Blog do CHIQUINHO DORNAS 2012/2016 Todos os direitos reservados.