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  • domingo, 25 de junho de 2017

    Etnocídio: o belo monte de infâmias

    Por Circe Cunha

    Em longa entrevista à jornalista Eliane Brum, do jornal El País, a procuradora da República Thais Santi, em Altamira (PA), desde 2012, faz um relato, ao mesmo tempo, revelador e tenebroso das consequências nefastas geradas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu. A obra, derivada do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e orçada em torno de R$ 30 bilhões, foi mais uma das heranças deixadas pela dupla Lula-Dilma e poderá, segundo a procuradora “ser julgada pela história como uma operação em que a lei foi suspensa”, e em que houve a mais explosiva mistura entre o público e o privado.

    O Consórcio Norte Energia S.A., ao vencer o leilão de forma polêmica, vem provocando naquele estado, além de um processo acelerado de sérios danos ambientais, capaz de pôr em risco o futuro do planeta, um verdadeiro etnocídio, com a destruição da cultura milenar de povos indígenas que sempre viveram em função do Rio Xingu. Estranhamente, as repercussões da obra têm suscitado mais debates  no exterior do que internamente.

    O fato é que todo o planeta acompanha com apreensão a construção de Belo Monte e a possibilidade da repetição dessa catástrofe, com a possível construção da hidrelétrica no Rio Tapajós. Neste “mundo em que tudo é possível”, os brasileiros se comportam com indiferença em relação à morte cultural dos indígenas, da mesma forma que a sociedade alemã reagiu ao genocídio judeu.

    A sustentação de Belo Monte, diz, não é no direito, mas no fato consumado. Para conseguir seu intento, a Norte Energia tem comprado o silêncio de muitos indígenas, alguns, inclusive, de recentes contatos, com quinquilharias, da mesma forma como agiu Cabral em 1500, dentro de uma estratégia assistencialista e elaborada, denominada Plano Emergencial. Dessa forma. distribui bola de futebol, gasolina, dinheiro, bebidas alcoólicas, refrigerantes e outros artigos do homem branco, destruindo e desestruturando paulatinamente aqueles povos em nome de um progresso incerto e que só tem beneficiados políticos e empreendedores de porte.

    A descrição que Thais Santi faz da aldeia dos Arara é chocante. “Era como se fosse um pós-guerra, um holocausto. Os índios não se mexiam. Ficavam parados, esperando, querendo bolacha, pedindo comida, pedindo para construir as casas. Não existia mais medicina tradicional. Eles ficavam pedindo. E eles não conversavam mais entre si, não se reuniam. O único momento em que eles se reuniam era à noite para assistir à novela numa tevê de plasma. Então, foi brutal. E o lixo na aldeia, a quantidade de lixo era impressionante. Era cabeça de boneca, carrinho de brinquedo jogado, pacote de bolacha, garrafa Pet de refrigerante.”

    Como consequência dessa obra gigantesca, aumentaram os casos de doenças, como diabetes, hipertensão e alcoolismo, dando início a conflitos de índio contra outro, de tribo contra tribo, provocando um caos na região. Não é sem motivos que muita gente pelo mundo afora tem repetido que os brasileiros não têm condições para cuidar do patrimônio da Amazônia. Com a globalização e a comunicação em tempo real, não há máscara que permaneça por muito tempo.
    Cacique Giliarde Juruna, da Terra Indígena Paquiçamba, mostra área de impacto da hidrelétrica de Belo Monte para a relatora da ONU para direitos indígenas

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    A frase que não foi pronunciada
    “Trabalhar não compensa!”
    (Faixa dos trabalhadores que trabalham nas obras da Papuda)

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    E lágrimas
    Magela transpirava poder à frente da Codhab. Com a condenação do TRT, o suor volta para se defender dos empregados que diziam ser obrigados a fazer campanha política para o PT nas eleições de 2014. Um trabalhador buscou os tribunais e os outros foram pelo mesmo caminho.


    (*) Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    FEIRA DO LIVRO » Entre a diversidade e a inovação

    A Feira do Livro de Brasília contou com 359 voluntários para ajudar em suas atividades - Evento reuniu gêneros e estilos literários de diversas vertentes e mostrou que a produção contemporânea se inova

    *Por Isabella de Andrade 

    A 33ª Feira do Livro de Brasília encerra suas atividades hoje e deixa sua marca como um espaço de diversidade literária e encontro de gerações. A Arena Jovem mostrou intensa movimentação, energia e encanto dos novos leitores e escritores, enquanto o espaço infantil reuniu o encanto daqueles que estão por descobrir as possibilidades do universo dos livros. O Café Literário reuniu poetas, contistas, cronistas e romancistas da cidade e de diferentes regiões do país, proporcionando diálogos e reflexões a respeito da produção cultural.

    O curador e poeta Luis Turiba destaca como um dos pontos altos da Feira o encontro dos poetas negros Elle Semog, Cristiane Sobral e Jorge Amâncio, que se reuniram ao som do forró de Luiz Gonzaga para falar sobre o grito dos descendentes africanos num país racista. “Uma cena brasileiríssima. Aprendemos muito com os diálogos, enquanto, na plateia, vários escritores trocavam livros entre o público”, lembra o poeta.

    Para ele, o Café Tropicália foi o diferencial desta edição: “A poesia reinou no Café, sempre com um bom público qualificado. E isso foi muito bem pensado.”

    Ler não tem idade
    Além do Café Literário, a Arena Jovem e os espaços com programação infantil tiveram muita procura e mostraram que a literatura atinge pessoas desde a mais tenra idade. As novas plataformas de produção, divulgação e criação literária foram outro ponto forte de discussão. O autor Roberto Klotz participou de quatro dias de conversa e acredita que o ponto alto do evento é ver cada criança, cada adolescente e cada adulto deixar o espaço com um livro nas mãos e um sorriso.

    Klotz vai dialogar, hoje, sobre a produção dos livros e o bom envolvimento com as palavras. “Para encantar leitores é preciso mostrar as histórias que estão dentro dos livros. Eles precisam dos contadores de história, do escritor para expôr ideias, da troca”, afirma. Em seus debates e atividades, o escritor abriu diálogo sobre as diferentes possibilidades dos gêneros literários, características de cada um deles, desenvolvimento de personagens, interpretação e processo de escrita. “Gosto de conversar e interagir com a plateia, seja adolescente, seja grisalha. Desejo mostrar que conversar sobre a escrita pode ser prazeroso, divertido”. A possibilidade de troca de experiências possibilita que a produção escrita local se amplie e se profissionalize constantemente.

    O presidente da Câmara do Livro do Distrito Federal, Ivan Valério da Silva, destaca que um dos pontos altos do evento foi a colaboração da Secretaria de Educação, que forneceu vale-livros para reforçar o acervo escolar. Enquanto isso, a Secretaria de Cultura não contribuiu com o desenvolvimento da Feira do Livro, que acontece desde 1982 e teve o menor orçamento de sua história nesse ano.

    “Queremos que a Feira faça parte do orçamento anual do governo, como outros projetos”, almeja Ivan Valério. O evento contou com a colaboração de 359 voluntários do programa Brasília Cidadã, que participaram de atividades diversas e colaboraram para o cotidiano do evento literário.

    A coordenadora geral da Feira do Livro, Cleide Soares, destaca que a participação dos artistas locais foi muito importante, colaborando com o desenvolvimento da poesia no Distrito Federal. Além disso, Cleide destaca que gostaria de ter visto maior participação das escolas da cidade, já que essa sensibilização literária nas instituições é importante para a formação dos estudantes.
    Milton Hatoum participa do último dia da Feira em bate-papo com o público

    Mercado
    Hoje ainda tem Feira do Livro. No último dia, o evento receberá FML Pepper, autora brasileira best-seller da Amazon com a trilogia Não Pare, Não olhe e Não fuja. Ela foi eleita em 1º lugar como autora de ficção na Amazon Brasil em 2016 e foi a única brasileira escolhida pelo site entre as personalidades femininas do mundo que fizeram diferença na literatura em 2015.

    A escritora vai abordar hoje o tema das novas plataformas de divulgação e publicação e pretende trabalhar o papel da autopublicação e livros digitais como oportunidade para novos escritores. “Quero destacar também a importância das mídias digitais na divulgação do seu livro. É a democratização da literatura. O acesso à produção literária se tornou possível. Todos que tenham uma boa ideia e um sonho de que não abre mão pode se tornar um escritor”, conta.

    Para autora, eventos como a Feira do Livro criam a possibilidade de apresentar o mundo fantástico dos livros para quem não costuma ter tanto acesso a eles. “Com essa troca entre público e autores, podemos mostrar que os livros não se resumem apenas aos clássicos e existe muito vigor literário fora das salas de aula”, declara.

    A feira pode ainda aproximar o escritor de seus leitores e mostrar que todos podem estar próximos, tanto do ponto de vista físico, quanto emocional. Pepper destaca que seria esse o momento de encontrar outras pessoas apaixonadas por livros, como em uma roda de amigos.

    Autor de obras como Dois irmãos e Sonhos do Eldorado,  Milton Hatoum também é esperado no encerramento do evento. A partir das 16h, ele estará ao lado de Nicholas Behr e Lucília Garcez para falar com o público sobre o processo de criação literária.

    “Queremos que a Feira faça parte  do orçamento anual do governo, como outros projetos”
    (Ivan Valério da Silva, O presidente da Câmara do Livro do Distrito Federal)

    33ª Feira do Livro de Brasília
    Encerramento hoje, no shopping Pátio Brasil. Café Tropicália - 14h: Debate: Da Estrutural à Samambaia: Os desafios da coleta seletiva no DF; 16h: Conversa literária com Milton Hatoum, apresentação de Nicolas Behr e Lucília Garcez. Papo Cabeça (3º piso) — 10h —A importância da meta na escrita, com Roberto Klotz; Arena Jovem: 16h — Novas plataformas de divulgação e publicação, com FML Pepper, M.S. Fayes e Day Fernandes. Palco Sebrae: Banda 13 de maio, Clara di Lucena e Flor Ribeirinha.



    (*) Isabella de Andrade - Especial para o Correio Braziliense – Fotos: Luis Nova/CB/D.A.Press – Oswaldo Reis/CB/D.A.Press 



    sábado, 24 de junho de 2017

    O supremo Joesley

    O Brasil acompanha um dos julgamentos mais surreais de sua história. De um lado, Joesley Batista e a colaboração premiada que o livra de responder por, pelo menos, 240 condutas ilícitas, que poderiam resultar em 2 mil anos de prisão. Do outro, o STF, a instância máxima da Justiça no país, e o acalorado debate sobre se o plenário da Corte tem ou não poder para rever os benefícios da delação, caso se descubra, mais adiante, uma possível ilegalidade no acordo. E que acordo! Ele garante ao delator — em troca da cabeça de Temer numa bandeja — levar vida de rei em Nova York, beneficiado com dinheiro do BNDES (leia-se: do povo brasileiro), obtido, supostamente, em troca de generosas propinas.  

    Sabemos todos que, sem as delações premiadas, dificilmente, os políticos e empresários ladrões jamais seriam descobertos e punidos. A questão é que há pontos obscuros demais envolvendo o acordo com Joesley. Nunca um delator havia sido premiado com tantos privilégios. Nem no caso da Odebrecht, com a delação do fim do mundo. Marcelo, o ex-todo-poderoso dono da maior empreiteira do país, por exemplo, continua preso em Curitiba. E, no caso JBS, ainda paira a suspeita de que Joesley nem sequer entregou o verdadeiro chefe da quadrilha. 

    Afinal, ele foi alçado à condição de "campeão nacional" e fez fortuna com dinheiro do BNDES à época dos governos Lula e Dilma. Mas afirma que o chefão da quadrilha era o vice de Dilma, Temer? Sim, o Brasil inteiro sabe que PT e PMDB eram sócios no governo, mas o chefe era Temer? Logo ele, que reclamava de ser figura decorativa na gestão da petista? E se, amanhã, a CPI que investiga o caso descobrir que Joesley mantinha com Lula e Dilma conduta ainda menos republicana? Afinal, ele confessou que, a mando do PT, entregou a merreca de R$ 35 milhões a senadores do PMDB sem que o chefão Temer nem sequer soubesse. Mesmo assim, o acordo de delação com a JBS seguirá intocável? 

    Polêmico, como de costume, o ministro Marco Aurélio Mello foi direto ao ponto: se abrir mão dessa prerrogativa, destacou ele, o plenário do STF estará dando ao procurador-geral da República, que fechou o acordo, um poder não previsto na Constituição e em nenhuma lei. "Nunca vi Ministério Público definir pena. Quem define pena é o Judiciário", observou. "Deve ser o novo direito", ironizou Gilmar Mendes, que travou um tenso debate com o colega Luís Roberto Barroso, principal defensor da proposta de que o acordo de delação premiada não pode ser revisto. Tese, aliás, que nem o relator do caso, Edson Fachin, abraçou, de início. "A última palavra será sempre do plenário", sublinhou Fachin, no primeiro dia do julgamento, na terça-feira. 

    Na quinta-feira, o ministro Ricardo Lewandowski foi ainda mais incisivo ao indagar sobre qual seria o comportamento da Corte diante da descoberta de uma possível fraude no processo. "Se o plenário perceber alguma ilegalidade, inconstitucionalidade, que não foi percebida pelo relator, ele vai fechar os olhos?", perguntou. Pelo andar da carruagem, a resposta é sim. Por mais surreal que possa parecer, o pleno do STF se inclina nessa direção.

    Por Plácido Fernandes Vieira – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

    História: Ney Matogrosso no Hospital de Base

    Filho de militar, Ney de Souza Pereira morou em diversas cidades durante sua infância e adolescência. Aos 17 anos, saiu de casa para servir a Aeronáutica, mas a carreira nas ForçasArmadas não foi adiante. No início dos anos 60, veio para Brasília a convite de um primo e trabalhou na área de pediatria do Hospital Distrital, atual Hospital de Base. Colegas da época contam que ele costumava brincar de maquiar as crianças internadas por lá, uma alegria para a garotada.

    Foi na capital que Ney descobriu sua veia artística, começando a cantar em um quarteto vocal e a atuar no teatro. Ele costumava se apresentar no Madrigal de Brasília, no Auditório Dois Candangos da UnB, no auditório da Rádio Nacional e na Cave de Roi, uma casa noturna que funcionava na 413 Sul.

    Em 1966, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1971, já em São Paulo, entrou para o grupo Secos & Molhados, adotando o nome artístico de Ney Matogrosso (uma homenagem ao seu estado natal, o Mato Grosso do Sul). Ney só voltaria para Brasília em 1974, já nacionalmente famoso, para um antológico show no ginásio Nilson Nelson. Foram duas apresentações seguidas com 25 mil pessoas em cada uma delas, até hoje o recorde de público do local.



    Jornal de Brasília - História de Brasília

    sexta-feira, 23 de junho de 2017

    Apesar da pressão de evangélicos, Rollemberg decide regulamentar lei que pune homofobia no DF

    Apesar da forte pressão contrária da bancada evangélica, o governador Rodrigo Rollemberg vai atender a uma histórica reivindicação dos movimentos LGBT do Distrito Federal. O chefe do Executivo vai assinar na tarde desta sexta-feira (23/06) a regulamentação da Lei 2.615/2000, que pune a homofobia no DF. O texto é de autoria do próprio Rollemberg e da ex-distrital Maria José Maninha, à época deputados.
    A lei, cuja regulamentação é cobrada pela população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersexual (LGBTTI) há mais de uma década, chegou a ser regulamentada em 2013, pelo então governador Agnelo Queiroz. Mas, diante da estridente reação da bancada evangélica, o decreto foi revogado no dia seguinte à publicação no Diário Oficial do DF. Em junho do ano passado, esse foi o tema da 19ª Parada do Orgulho LGBT de Brasília. Durante o evento, os militantes cobraram a regulamentação do texto.
    A assinatura do decreto ocorre três dias depois de o governador Rollemberg conseguir aprovar na Câmara Legislativa o projeto de lei que cria o Instituto Hospital de Base. O evento de regulamentação será realizado às vésperas da Parada Gay, marcada para o próximo domingo.
    Militantes LGBT ficaram surpresos com a notícia sobre a regulamentação, mas comemoraram a novidade. “Recebi uma ligação hoje cedo sobre a cerimônia de assinatura. Essa é uma vitória muito grande, há anos o movimento cobra a regulamentação dessa lei, que é de autoria do próprio Rollemberg”, comenta o militante Fábio Félix. “É uma legislação avançada, sobretudo para o ano de aprovação, 2000. Ela pune estabelecimentos comerciais e órgãos públicos por manifestações de LGBTfobia. As instituições terão que agir a partir de agora, se houver denúncia, elas poderão até mesmo perder o alvará”, acrescenta.
    Ação civil pública - Em janeiro, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra o governo pela falta de regulamentação da lei. O órgão solicitou, ainda, o pagamento de danos morais coletivos, no valor de R$ 500 mil, que devem ser usados em campanhas de prevenção à discriminação.
    A lei prevê diversas penalidades em casos de discriminação por entidades privadas: advertência; multa de R$ 5 a R$ 10 mil; suspensão do alvará de funcionamento por 30 dias; e cassação do alvará. Além disso, a autoridade fiscalizadora é autorizada a elevar em até cinco vezes o valor da multa, quando se verificar que, “em face da capacidade econômica do estabelecimento, a pena resultará inócua”. Na vertente pública, as sanções disciplinares aplicadas são as previstas nas legislações de órgãos, entidades da administração ou os respectivos agentes.

    Por Helena Mader – CB.Poder – Foto: Viola Junior/CB/D.A.Press – Correio Braziliense


    Mané Garrincha: Cadê os documentos do estádio? - Faltam laudos e notas fiscais

    Cadê os documentos do estádio?
    No mais recente relatório sobre a obra do Estádio Nacional Mané Garrincha, o corpo técnico do Núcleo de Fiscalização de Obras do Tribunal de Contas do Distrito Federal criticou a recusa do Consórcio Brasília 2014 em apresentar documentos sobre a empreitada. “A maioria das questões discutidas poderia ser esclarecida de maneira definitiva e inquestionável se o consórcio, detentor de todas as informações da obra (contrato com terceiros, notas fiscais de aquisição de materiais e serviços), apresentasse-as como meio de prova de seus argumentos”, diz um trecho do relatório técnico.

    Faltam laudos e notas fiscais
    Segundo o Núcleo de Fiscalização de Obras do TCDF, houve reiteradas tentativas de se obter documentos, tanto junto ao consórcio, quanto em solicitações à Novacap. “O Tribunal solicitou várias documentações à Novacap e ao consórcio, como laudos de testes realizados no concreto, avaliação de características de materiais com a fundamentação estatística definida em norma, comprovação de gastos com mobilização e desmobilização de mão de obra e equipamentos) e, em todas essas ocasiões, tanto a Novacap como o consórcio não encaminharam as informações solicitadas”.

    Alteração de cronograma
    Possíveis mudanças no cronograma da obra também encareceram indevidamente a construção da arena. O prazo inicial era a entrega do estádio em julho de 2013. Por cobrança da Fifa, o GDF cogitou antecipar a conclusão para dezembro de 2012, mas o prazo inicial prevaleceu. Mesmo com a manutenção da data original de finalização em julho de 2013, foram firmados contratos de serviços noturnos de R$ 20 milhões, com o objetivo de antecipar o dia de conclusão da empreitada. “O consórcio recebeu recursos para antecipar o prazo de entrega da obra, mas não cumpriu esse acordo”, argumenta o corpo técnico do TCDF. O julgamento da primeira etapa da obra está marcado para 27 de junho.


    Por Ana Maria Campos – Coluna Eixo Capital” – Foto: Edilson Rodrigues/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

    quinta-feira, 22 de junho de 2017

    Acesso ao Lago Norte será interditado no sábado (24)

    Trânsito no trecho da DF-009, no Lago Norte, será liberado novamente no domingo (25), às 17 horas. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

    Intervenção do trecho de entrada e saída da região ocorrerá até as 17 horas de domingo (25). Medida foi tomada para que seja feita a concretagem de laje do viaduto

    Trecho da DF-009, que dá acesso ao Lago Norte, será interditado para o trânsito das 7 horas de sábado às 17 horas de domingo (25) para a concretagem da laje do viaduto entre a Ponte do Bragueto e o Polo Verde.

    A estrutura faz parte das intervenções do Trevo de Triagem Norte. Assim, o trânsito nas pistas de entrada e de saída do Lago Norte — que passam debaixo dos elevados já existentes — será interrompido para evitar danos aos veículos.
    Isso porque uma das etapas do procedimento exige o derramamento de uma mistura de água e cimento para garantir a resistência do concreto. Caso os veículos circulem pelo local antes da completa secagem da estrutura, gotas desse material podem manchar lataria e vidros. A interrupção das vias será feita pelo Departamento de Estradas e Rodagem do Distrito Federal (DER-DF).
    Para chegar ao Lago Norte, os condutores deverão usar a via de acesso pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), passar pelas tesourinhas no fim da Asa Norte, seguir pela Ponte do Bragueto e entrar na primeira à direita (caminho verde no mapa).
    A rota para deixar a região administrativa, por sua vez, tem saída em pista à direita da DF-009 (pista principal do Lago Norte), sentido Sobradinho, até o Balão do Torto (marcação azul no mapa). De lá, os condutores podem retornar até a Ponte do Bragueto ou à saída via Epia.
    Além disso, quem sai do Centro de Atividades do Lago Norte deve seguir pela DF-006 até a Ponte do Bragueto ou pela via de ligação da região à Epia (rota destacado em roxo no mapa). (  goo.gl/g6wbLJ  )







    Agência Brasília  

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