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  • sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

    #SAÚDE » MP fecha o cerco contra atestados falsos

    Os promotores Maurício Miranda e Luis Henrique Ishihara e o delegado titular da Decap, Alexandre Nicolau, encabeçam a investigação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil

    Em parceria com a Polícia Civil, o Ministério Público deflagrou uma operação para investigar possíveis fraudes no afastamento de médicos e de outros servidores da pasta do trabalho. Dois funcionários foram levados coercitivamente para prestar depoimento
    Uma das ações de busca e apreensão ocorreu no Centro de Saúde nº 3, local onde dois servidores suspeitos de fraudar atestados e receitas trabalham

     As investigações começaram há oito meses e, inicialmente, envolveriam apenas a emissão de atestados “frios” entre servidores da Secretaria de Saúde. O alto índice de profissionais afastados do trabalho — o índice chegou a 53,7% em um ano e meio — causou estranhamento na Corregedoria da pasta. A cada fato apurado, porém, a dimensão do esquema aumentava de tal modo que nem o feriado do Judiciário, em comemoração ao dia da Justiça, impediu o Ministério Público (MPDFT) de deflagrar, ontem, a Operação Trackcare. A partir daí, a história ganhou novos personagens e formas de atuação. As investigações apontam, inclusive, que políticos se beneficiaram nas eleições de 2014 com a distribuição de remédios, obtidos de forma fraudulenta.

    Logo no início da manhã, mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Cruzeiro, no Sudoeste e no Centro de Saúde Nº 3 do Guará. Dois servidores tiveram de prestar depoimento à Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap). Dois promotores e um delegado cuidam do caso. Além dos atestados fraudulentos, que o Correio revelou com exclusividade na edição de quarta-feira, há indícios de distribuição de medicamento com uso de receitas falsas e adulteração de dados dos sistemas de ponto da Secretaria de Saúde. Entre junho de 2015 e setembro passado, 2.578 dos 4,8 mil médicos da rede pública pediram afastamento do trabalho (veja A fraude).

    Não é possível afirmar ainda quantos atestados são “frios”, mas as investigações identificaram casos específicos de servidores que burlam plantões e escalas para trabalhar na rede privada (leia Casos apurados). Por esse motivo, o técnico de enfermagem Marcelo Cereja e a enfermeira Daniela Moiana foram levados coercitivamente à Decap. Ele apresentou 16 atestados e teve 47 abonos duvidosos na folha de ponto. Ela também homologou 18 licenças e teve 18 incidências estranhas — a principal delas, 402 horas-extras em cinco meses. Eles não responderam a nenhuma pergunta dos investigadores e foram liberados.

    Os servidores se revezaram nos últimos dois anos na chefia do Centro de Saúde Nº 3 do Guará. Segundo as investigações, a dupla usava carimbos e assinaturas falsas de cinco médicos para abonar as próprias faltas — um dos profissionais usados no esquema deixou a Secretaria de Saúde em 2001. Os investigadores chegaram aos suspeitos por meio de denúncia anônima. “Não há registro de nenhum atendimento médico dessas duas pessoas. Precisamos da colaboração, com outras denúncias, para termos acesso a mais informações”, ponderou o promotor de Defesa da Saúde (Prosus), Luis Henrique Ishihara. Ele recolheu caixas de documentos e as folhas de ponto de Marcelo e de Daniela. A Secretaria de Saúde garantiu que vai iniciar “uma rigorosa investigação”, mas admitiu a vulnerabilidade na fiscalização, além de informar que não há nada que possa ser feito para “fortalecer” a segurança dos sistemas de ponto.

    FiscalizaçãoA fraude pode ainda ter levado à morte pacientes na rede pública. Duas pessoas vieram a óbito num hospital em que estavam escalados pelo menos três médicos. Ninguém apareceu para trabalhar. O caso é investigado em sigilo. Outros envolvidos na fraude nem sequer cumpriam o cronograma de trabalho. Quando estavam escalados para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT), por exemplo, registraram presença no Hospital de Base (HBDF). “Se todos os profissionais estivessem exercendo suas atividades, não haveria essa sangria na rede pública. A falta de fiscalização e a certeza da impunidade levam os profissionais a cometerem fraudes como essa”, criticou o promotor de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-vida), Maurício Miranda.

    Os envolvidos podem ser penalizados por seis crimes: peculato, falsificação de documentos, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e associação criminosa. “Vamos cobrar daqueles gestores que registram os atestados. Precisamos que protocolos sejam implantados para frear essa prática. As chefias que fazem o controle e o registro tiveram uma conivência passiva”, completa Miranda. O promotor destaca que há indícios de que candidatos tenham usado recursos públicos para angariar votos. “O paciente que recebe medicamento também é eleitor”, pondera. O Correio apurou que as primeiras pistas estão ligadas a servidores específicos que apoiaram candidaturas ou trabalharam como cabos eleitorais.

    O papel deles na investigação - Corregedoria A apuração começou em abril. O órgão estima que até 40% dos 2,5 mil atestados homologados entre junho de 2016 e setembro passado são fraudulentos. Uma parcela desses médicos se ausenta dos afazeres nos hospitais públicos, mas continua a atuar na rede privada. Com a fraude, eles recebem os dois salários, mas trabalham efetivamente em apenas um local — normalmente, clínicas particulares ou próprias.

    MPDFT
    As promotorias de Defesa da Saúde (Prosus) e de Defesa dos Usuários dos Serviços de Saúde (Pró-vida) deflagraram, em conjunto com a Polícia Civil, a Operação Trackcare para investigar as fraudes. Dois servidores foram levados para prestar depoimento coercitivamente. Os promotores vão pedir que as secretarias de Saúde e de Planejamento implantem mecanismos de controle e fiscalização dos atestados médicos.

    Seplag
    Há uma discussão, segundo a pasta, que estuda maneiras de melhorar a forma de tratamento dos dados. A Seplag garante que todas as informações serão digitalizadas a partir do próximo ano. Para as investigações continuarem, o MPDFT e a Corregedoria precisam da Classificação Internacional de Doença (CID). Sem o dado, não é possível saber a causa do afastamento e se a licença é válida. A SubSaúde discute a possibilidade de abrir a confidencialidade da informação.

    SindMédicos
    Vai pedir acesso às investigações. A entidade diz que nunca recebeu denúncias sobre o assunto e que, se a fraude de fato ocorre, é de maneira pontual. Segundo cálculos do sindicato, há um deficit de 3,5 mil médicos na rede pública. Sobre os afastamentos, o SindMédicos atribui o alto índice de licenças às péssimas condições de trabalho.

    CRM-DF
    Para o Conselho Regional de Medicina, cabe à Secretaria de Saúde a apuração das denúncias no âmbito administrativo, sendo que os casos concretos devem ser encaminhados à entidade para apuração do “ponto de vista ético-profissional”. As eventuais denúncias ou suspeitas devem ser apuradas com rigor, com amplo direito de defesa, evitando-se generalizações que prejudicam a relação médico-paciente e não trazem benefícios à assistência oferecida.

    Casos apurados

    » Uma pediatra que deveria clinicar 60 horas semanais no DF, mas mora no Rio de Janeiro.

    » Um casal de cardiologistas que atende no Hospital Regional do Gama (HRG). Quando um tira férias, o outro, no mesmo período, entra com o afastamento.

    » Um neuropediatra que está há mais 280 dias sem trabalhar na rede pública e, segundo apuração da Corregedoria, atende regularmente numa clínica em Águas Claras.

    » Uma médica que estava afastada havia dois meses, suspendeu o atestado, participou como palestrante em um evento na Secretaria de Saúde e, no outro dia, protocolou novamente a licença.

    A fraude

    » De 856 clínicos, 541 entraram de licença entre janeiro e setembro.

    » Dos 614 ginecologistas da rede pública, 425 protocolaram atestados médicos.

    » Dos 629 pediatras, 194 se ausentaram por mais de três dias.

    » Dos 4,8 mil médicos da rede, 2,5 mil pediram afastamento, em um ano e meio.

    Até setembro, 63 anestesiologistas protocolaram atestados.



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    Fonte: Otávio Augusto – Fotos: Ed Alves/CB/D.A.Press – Correio Braziliense

    Lago Paranoá: um gratificante desafio


    Por Jane Vilas Bôas,

    Certas coisas são incorporadas ao nosso cotidiano de tal forma que nos acostumamos e chegamos mesmo a acreditar que sempre fizeram parte da nossa vida. Quem já incluiu o Lago Paranoá entre seus destinos prediletos na prática de esporte, pesca ou lazer talvez nem se lembre ou saiba que um dia tais atividades eram arriscadas ou até inviáveis.

    Atualmente, o Paranoá ostenta o honroso título de único lago urbano tropical despoluído no mundo. Mas foi necessário cerca de R$ 1 bilhão para eliminar os efeitos do profundo processo de degradação sofrido pelo lago desde a sua construção. Os investimentos começaram em meados da década de 1990 e, só no início de 2000, o lago foi declarado oficialmente livre da poluição.

    Para se ter ideia de como era o Paranoá antes disso, basta pensar na situação atual de outros reservatórios brasileiros, como a Pampulha (MG), Rodrigo de Freitas (RJ) ou Ibirapuera (SP). Águas turvas e impróprias ao banho tomavam praticamente todo o lago. Avistavam-se imensas ilhas de aguapés. O mau cheiro se espalhava nas proximidades das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) das asas Norte e Sul e afugentava a maioria da população.

    Após a despoluição, o Paranoá se transformou na praia de Brasília e conferiu à capital a terceira posição nacional em número de embarcações por habitante. Com isso, ocorrências como a que estamos vivenciando atualmente no trecho que vai da foz do Riacho Fundo até a ponte Honestino Guimarães (5,5% da área total), com a proliferação de algas azuis (cianobactérias), acendem o sinal de alerta em toda a população.

    Já se sabe que a causa desse fenômeno, que sempre ocorreu em diferentes proporções, é a súbita ampliação da oferta de matéria orgânica; uma resposta do próprio lago ao excesso de nutrientes, principalmente o fósforo. O trabalho de investigação para definir o que provocou este desequilíbrio ainda está em curso, tendo sido enviadas amostras da água a um laboratório especializado e os resultados são aguardados para a primeira quinzena deste mês.

    No entanto, algumas afirmações já podem ser feitas. As primeiras chuvas, que limpam toda a sujeira acumulada no asfalto, nas galerias pluviais etc. certamente contribuíram. A ocupação irregular do solo, acompanhada do lançamento de esgoto clandestino, o assoreamento nas margens e a histórica poluição do córrego Riacho Fundo também contribuíram.

    A proliferação de algas ocorre justamente a partir da foz do Riacho Fundo, maior afluente que cobre região mais urbanizada e com menor saneamento básico na Bacia do Paranoá. Seu curso percorre áreas do Guará, Setor de Indústrias, Arniqueiras, Vicente Pires, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Octogonal, entre outras, até desaguar no Lago.

    Este governo tem investido para resolver essas questões complexas e históricas. Aplicou, por exemplo, R$ 505 milhões em drenagem e pavimentação em Vicente Pires. Até o fim deste ano, 6 mil ligações de esgoto na Colônia Agrícola Samambaia e Vila São José, em Vicente Pires, devem ser concluídas. Em todo o Distrito Federal, estão sendo implantados mais de 700km de rede, extensão próxima à distância entre Brasília e Belo Horizonte.

    A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) investiu recentemente R$ 30 milhões em melhorias nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) Sul e Norte e constantemente monitora e disponibiliza em seu site um mapa de balneabilidade do lago. Paralelo a todo esse trabalho, está em execução o Plano Orla Livre, que garantirá sustentabilidade do Lago, além de segurança e conforto no seu uso pela população. A cada etapa da desobstrução da orla e da remoção de invasões em áreas públicas na bacia do Paranoá, protagonizadas pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis-DF), são descobertas captações de água e lançamentos de esgotos clandestinos. Daí a importância de se enfrentar essas questões.

    O cidadão pode ajudar também. Se encontrar alguma situação irregular, denuncie pelo 162 ou pelo site da Ouvidoria do IBRAM. Se não tiver retorno, cobre! O mesmo vale para a imprensa, que tem papel fundamental no processo de esclarecimento da população e de fiscalização das ações do governo. Manter o Paranoá limpo e balneável para as atuais e futuras gerações é um desafio diário e requer esforço conjunto de todos os segmentos da sociedade. A saúde do Lago depende diretamente das nossas ações coletivas e individuais.



    (*) Jane Vilas Bôas - Presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) - Foto/Ilustração: Blog - Google

    quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

    #GDF - Lançamento do novo Portal da Transparência no DF

    Governo de Brasília lança novo Portal da Transparência - Evento faz parte de ações promovidas pela Controladoria-Geral do DF em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Corrupção

    Em continuidade às ações promovidas no decorrer desta semana pela Controladoria-Geral do DF em comemoração ao Dia Internacional de Combate à Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, o Governo de Brasília lançará, nesta sexta-feira (9), o novo Portal da Transparência do DF.

    O evento acontecerá às 10 horas, no Salão Nobre do Palácio do Buriti. O portal traz inovações, com numerosas possibilidades para que os cidadãos possam auferir o desempenho do gestor público.

    Em seguida ao lançamento do Portal da Transparência, também no Salão Nobre do Palácio do Buriti, será entregue à Secretaria de Educação relatório das auditorias cívicas feitas em cinco unidades de ensino. A iniciativa faz parte do projeto Controladoria na Escola, que orienta estudantes, professores e outros servidores a avaliar o colégio em que estudam ou trabalham e pontuar o que precisa de melhorias.

    Encerrando as atividades da Semana de Combate à Corrupção, o último evento, no dia 10, será em parceria com o Picnik, projeto que reúne moda, gastronomia, música e outras atrações em áreas públicas da cidade. Na ocasião, a Controladoria-Geral do DF levará informações sobre o tema de combate à corrupção. Começa às 13 horas, na Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano.




    Escola de Música de Brasília abre inscrições para 558 vagas; confira

    Oportunidades são gratuitas, para cursos de formação inicial e educação técnica. Resultado da seleção será divulgado em 23 de dezembro.

    Processo seletivo da Escola de Música de Brasília oferece 558 vagas gratuitas nos cursos de formação inicial e educação técnica de nível médio. As inscrições devem ser feitas no site da escola até a próxima segunda-feira (12). - ( http://www.emb.se.df.gov.br/ ) 

    O candidato pode optar apenas por um curso e turno, mas, no caso do período noturno, a idade mínima para ingresso é de 16 anos. Os cursos de formação inicial e continuada são oferecidos para estudantes a partir de 15 anos, de diversos níveis de escolaridade. Já o nível técnico é voltado para estudantes matriculados ou que já concluíram o ensino médio.

    A seleção envolverá sorteios, testes práticos e pode incluir entrevistas com a banca examinadora e exames teóricos de percepção musical. O resultado será divulgado na Escola de Música a partir das 15h, no dia 23 de dezembro. Haverá também cadastro de reserva até 24 de março de 2017. As aulas terão início no primeiro semestre do ano que vem.


    quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

    Dilma Rousseff receberá título de cidadã honorária de Brasília

    Honraria, concedida pela Câmara Legislativa, foi aprovada em votação na tarde desta terça-feira (6/12)

    Os distritais aprovaram, nesta terça-feira (6/12), uma série de títulos de cidadãos honorários de Brasília. Entre eles, a ex-presidente Dilma Rousseff(PT). A petista ganhou a honraria por 13 votos favoráveis e apenas uma abstenção, do deputado Reginaldo Veras (PDT).
    A data para que Dilma Rousseff vá a Câmara Legislativa receber o título ainda não foi marcada. De acordo com o autor da proposta, Chico Vigilante (PT), ainda esta semana ele entrará em contato com a assessoria da ex-presidente para acertar os detalhes da cerimônia.
    “Dilma merece por tudo que fez pelo povo brasileiro. Enquanto a extrema direita tirava ela do poder, a presidente estava trabalhando. Agora, pelo que vemos nos noticiários, a população começa a sentir a falta dela”, acredita Vigilante. (Foto - Google) 





    Suzano Almeida - Metrópoles

    #GDF lança edital para privatizar gestão do Autódromo de Brasília

    O governo do Distrito Federal lançou nesta quarta-feira (7) edital para convocar empresas privadas interessadas em gerir o Autódromo Nelson Piquet, em troca de realizar parte da reforma e a manutenção do local. O tempo de contrato varia de 5 a 35 anos, conforme as propostas apresentadas.

    “Hoje, nós divulgamos a manifestação de interesse privado para a concessão do autódromo. A Terracap irá analisar as propostas, selecionar a que melhor atende os interesses da população de Brasília. Essa proposta vai subsidiar um edital de licitação e esse edital será lançado no próximo ano”, disse o presidente da Terracap, Júlio Cesar Reis.
    Presidente da Novacap em discurso durante lançamento do edital de gestão do autódromo de Brasília (Foto: Elielton Lopes/G1)

    Para atrair investidores, o Executivo vai gastar R$ 30 milhões com a reforma da pista e com alguns equipamentos de segurança. A medida vai tornar o espaço viável para receber eventos esportivos, culturais e artísticos, por exemplo, afirma o GDF. A nova gestora vai arcar com demais custos. Estão previstas a construção de restaurantes, revitalização de arquibancadas e painel eletrônico.
    "Ficará a cargo do parceiro privados, a construção dos boxes e demais elementos que virão a integrar o autódromo. A manutenção também, além de atrair eventos esportivos, culturais, gastronômicos para o espaço", explica o diretor.

    As organizações interessadas devem apresentar ao governo projetos de gestão, com levantamento de dados e estudos do autódromo, até o final do mês. Depois de receber e analisar os estudos, o GDF vai lançar um novo edital com base no que foi apresentado pelos interessados e contratar a empresa responsável. A assinatura do contrato deve ser nos próximos meses.

    As parcerias público-privadas (PPPs) foram anunciadas pelo GDF em 2015, como forma de reduzir a máquina e melhorar espaços e tarefas que o governo não consegue cumprir. As áreas que despertaram maior interesse do empresariado, segundo o GDF, foram a iluminação pública e a gestão de espaços na área central de Brasília, como o Parque da Cidade e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

    A ideia do GDF é que as empresas invistam nessas áreas públicas e, em troca, possam ganhar dinheiro com publicidade e uso comercial dos espaços. O governo diz garantir que os parques e prédios que têm entrada gratuita serão mantidos assim, e as empresas serão proibidas de instituir cobrança de ingresso. Segundo a Terracap, há projetos em curso para privatização de outros espaços. Atualmente o autódromo é gerido pela Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer.
                               Vista do Autódromo de Brasília (Foto: Elielton Lopes/G1)

    “Já temos o complexo Arena Plex, que corresponde ao complexo de piscinas Cláudio Coutinho, ao Ginásio Nilson Nelson e ao estádio Mané Garrincha. Temos também a Granja do Torto, a concessão do espaço. A torre de TV digital, cujo edital deve ser lançado em janeiro de 2017”.
    A parceria com o setor privado é encarada pelo GDF como mais uma tentativa de reduzir gastos. Levantamento aponta que, entre 2011 e 2014, o Parque da Cidade arrecadou R$ 1,3 milhão ao ano, mas gastou quatro vezes mais – R$ 6,9 milhões a cada 12 meses.

    O autódromo, por sua vez, gastou em 2015 cerca de R$ 822 mil em manutenção. O valor inclui despesas com segurança, contas de energia, água e telefone e limpeza. Durante todo o ano passado, o local foi usado por 38 dias, incluindo 11 cessões de treinamento e um evento automobilístico. A ideia do governo é que aumente a frequência de atividades para movimentar o local.

    "Esse ano de 2016 foi o ano do lançamento das parcerias. Espero que 2017 seja a concretização dessas parcerias. Um governo não consegue sozinho dar conta de todos os desafios. Essas parcerias são importantes para o desenvolvimento da nossa cidade. Brasília é uma cidade vocacionada para receber eventos de todos os tipos. Esse mês lançamos o edital para a reforma das pistas do autódromo", disse o governador Rodrigo Rollemberg.



    Por G1 DF




    Rollemberg: “Convido Reguffe a propor medidas com conexão com a realidade das contas públicas do DF”

    O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) divulgou nota para rebater as declarações do senador José Antônio Reguffe (Sem partido-DF) a respeito de sua gestão.
    Rollemberg afirma que Reguffe comete “uma série de injustiças” ao criticar a atual gestão. Ele diz que, desde o início do governo, o convida para participar efetivamente da administração, “mesmo que no campo das ideias e sugestões”. Na nota, Rollemberg faz um desafio: “Gostaria de renovar esse convite para que tenha a coragem de propor algumas medidas com conexão com a realidade das contas públicas do Distrito Federal”.
    Ao participar hoje (06/12) do programa CB.Poder, Reguffe disse que o governo de Rollember é uma porcaria. Essa, seria, na avaliação do senador mais votado do DF, uma opinião da sociedade. “Ele (Rollemberg) jogou o programa de governo na lata do lixo”, afirmou.
    Entre as críticas, Reguffe aponta a relação de Rollemberg com deputados distritais. “Rodrigo não entendeu por que foi eleito. Ele foi eleito para instituir uma nova forma de fazer política, uma relação diferente com o Poder Legislativo”.
    A seguir a nota de Rollemberg:
    O senador Reguffe comete uma série de injustiças ao criticar a atual gestão do Governo de Brasília que ele ajudou a eleger e se comprometeu a trabalhar para torná-lo eficiente.
    Desde o início do governo, convido-o a ter uma participação mais efetiva, mesmo no campo das ideias e sugestões. Gostaria de renovar esse convite para que tenha a coragem de propor algumas medidas com conexão com a realidade das contas públicas do Distrito Federal.
    É assim que deveria proceder como representante dos brasilienses no Senado Federal. Conto com iniciativas objetivas e concretas para contribuir para que o Distrito Federal supere essa difícil quadra econômico-financeira que ele sabe que não é responsabilidade deste governo.
    Não gostaria de acreditar que, do ponto de vista político e pessoal, Reguffe esteja se transformando em mais um parlamentar que só enxerga e vocifera críticas e não reconhece o enorme esforço que o atual governo realiza para recuperar Brasília.
    Sei que ele não vai se igualar àqueles que são adeptos do “quanto pior melhor” e que durante anos comandaram essa cidade e a deixaram neste terrível quadro econômico.
    Uma pena que não só o governo, mas a sociedade de Brasília, não possam, nesse momento, contar com sua colaboração para tirar a cidade da crise econômica em que se encontra.


    Por Ana Maria Campos – CB.Poder – Foto: Breno Fortes/CB/D.A.Press 

    Capital do álcool

    Tão acostumados estamos com nosso horizonte imediato e nossas mazelas diárias, que muitas vezes não percebemos a progressiva decadência que vai tomando conta de nosso mundo ao redor. No caso de nossa cidade, capital do país, o que se apresenta diante de nossos olhos parece ser um a crônica de um colapso social anunciado. Se forem contabilizados entre bares, restaurantes e botecos informais, Brasília possui hoje aproximadamente 12 mil estabelecimentos, que empregam um exército de mais de 100 mil pessoas. Para uma população de pouco menos de 3 milhões de habitantes, o que não faltam são opções de bares e biroscas onde a oferta de álcool variada é abundante.

    O que poderia parecer um paraíso de comércio, com vendedores e consumidores exercitando as saudáveis leis do mercado, para o bem da economia local, esconde uma realidade devastadora. O que se assiste hoje na capital do país é a liberalização total e o estímulo, sem precedentes, do consumo de bebidas alcoólicas.

    Na região do Plano Piloto, a proliferação de bares, botecos e outros estabelecimentos de venda de álcool segue acelerada. Mesas e cadeiras vão se espraiando por ruas, invadindo as áreas verdes e chegando cada vez mais próximas às residências. O mais preocupante é que o grande público desse tipo de comércio é formado por jovens, a maioria ainda estudantes.

    Nas cercanias das universidades, o movimento de bares e o consumo de álcool são mais acentuados. Algumas quadras, como a SQN 408, o comércio local foi tomado por bares que lucram fábulas com os alunos de universidades e escolas da redondeza. Em todas as quadras, o fenômeno se repete. Os bares à noite ficam lotados e as salas de aula vazias. Nunca tantos jovens beberam tanto como agora. Estamos nos transformando na capital do álcool. O que poderia ser uma diversão esporádica, vai se transformando numa constante perigosa.

    O que estamos assistindo, sob o olhar complacente das autoridades e principalmente das famílias, é ao consumo desbragado de álcool. Gerações estão sendo entregues ao vício silencioso. Trata-se muito mais do que de um problema de saúde física e mental, que já é sério. O que estamos vendo em nossa cidade e arredores é a lenta destruição de todo um contingente de jovens, desinformados sobre os perigos do alcoolismo.

    Sem uma campanha séria e massiva que alerte para esse flagelo que vai se instalando por todo lado, o que teremos num futuro próximo são hospitais lotados de pessoas acidentadas, vítimas de cirrose, delegacias cheias de infratores, presídios superlotados de delinquentes, clínicas e estâncias para dependentes, acidentes de trabalho, hospitais psiquiátricos repletos de jovens desequilibrados. Os moradores das superquadras sabem bem que o problema existe, está se disseminando com rapidez e já é um dos maiores motivos de queixa da atualidade.


    A frase que foi pronunciada
    “Você ganha liberdade quando tem responsabilidade.”
    (Alison Zigulich)

    Aids
    Cresce a cada dia no DF o número de infectados pelo vírus da aids. Já são, segundo a Secretaria de Saúde, 11 mil infectados. Isso sem contar aqueles que ainda não suspeitam ainda da contaminação, além dos que, simplesmente não fazem a notificação e não procuram os cuidados médicos adequados.

    Perfil
    Preocupa as autoridades o fato de a maioria dos infectados estarem na faixa etária entre 15 e 19 anos, sendo que a proporção de soropositivos é de 46,7 casos masculinos para cada uma mulher infectada.

    Propaganda
    No caso da proliferação desenfreada desse vírus, fatal para o ser humano mesmo com todos os avanços da medicina e dos remédios retrovirais existentes hoje, as novas gerações não foram sensibilizadas por campanhas massivas como acontecia em décadas passadas.

    Carnaval
    Com a aproximação das festas de Momo, deverá crescer também o número de registros de pessoas infectadas num futuro próximo. Por isso, não se entende como a menos de dois meses para o carnaval ainda não se veem propagandas apelando para o uso de camisinhas e outros protetores.

    ***
    Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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