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  • quinta-feira, 27 de julho de 2017

    Jogos Escolares da Juventude vão reunir mais de 3 mil atletas em Brasília

    Estimativa da Secretaria do Esporte foi divulgada nesta quinta (27), na assinatura do acordo de cooperação entre governo de Brasília e COB no Palácio do Buriti. DF sediará a etapa de 15 a 17 anos, de 16 a 25 de novembro

    Em cerimônia no Palácio do Buriti, foi assinado nesta quinta-feira (27) o acordo de cooperação entre o governo de Brasília e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) para os Jogos Escolares da Juventude 2017.

    O documento estabelece os compromissos dos dois entes na organização do maior evento esportivo estudantil do País, do qual Brasília será uma das sedes.

    Assinaram o termo o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, o gerente-geral de Juventude e Instalações, do COB, Edgar Hubner, a secretária do Esporte, Turismo e Lazer do DF, Leila Barros, e o secretário de Educação, Júlio Gregório Filho.
    A disputa reúne alunos de instituições de ensino públicas e privadas de todo o Brasil, em 14 modalidades. Consideradas as fases seletivas, os números chegam a mais de 2 milhões de atletas e cerca de 4 mil cidades participantes.
    Para o governador, os Jogos serão “uma atividade que só trará benefícios para a população e especialmente para os estudantes”. Rollemberg destacou que o torneio tem não só o componente educativo, mas também turístico, econômico e de cidadania para a cidade.
    Desde 2005, quando o COB assumiu a frente dos Jogos Escolares da Juventude, Brasília recebeu as duas primeiras edições. Para essa etapa de 2017, de acordo com Edgar Hubner, serão investidos pelo comitê cerca de R$ 8 milhões e utilizados 16 hotéis da cidade e aproximadamente 27 mil diárias.
    O gerente-geral de Juventude e Instalações também destacou itens considerados no processo de escolha de uma cidade para receber os Jogos. “Basicamente são: rede hoteleira, que é a capacidade de receber as pessoas e também os custos dessa rede; o parque esportivo, que envolve toda a parte de locais de competição, o centro de convenções [no caso de Brasília, o Ulysses Guimarães]; e também, principalmente, o apoio governamental”, detalhou.
    16 a 25 de novembro - Etapa dos Jogos Escolares da Juventude 2017 em Brasília

    As etapas nacionais ocorrerão em duas capitais. Curitiba (PR) receberá os alunos de 12 a 14 anos, de 12 a 21 de setembro, e Brasília (DF) sediará a fase dos estudantes de 15 a 17 anos, de 16 a 25 de novembro.
    De acordo com a Secretaria do Esporte, a expectativa é que a capital federal receba mais de 3 mil alunos-atletas.
    Em Brasília, o programa de competição engloba as seguintes modalidades:
    • Atletismo
    • Badminton
    • Basquete
    • Ciclismo
    • Futsal
    • Ginástica Rítmica
    • Handebol
    • Judô
    • Luta Olímpica
    • Natação
    • Tênis De Mesa
    • Vôlei
    • Vôlei De Praia
    • Xadrez
    Segundo a pasta do Esporte, as competições ocorrerão em 22 instalações esportivas, e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães reunirá o comitê organizador, o restaurante e o centro de convivência.
    A estimativa é que o governo de Brasília invista cerca de R$ 3 milhões no evento, com recursos do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte. O dinheiro deve ser utilizado em áreas como fornecimento de transporte, estruturas temporárias e mobiliários e prestação de serviços de recursos humanos, a exemplo de brigadistas e equipes de limpeza.
    O Executivo local é responsável, ainda, por ações como a cerimônia de abertura, prevista para ser no Ginásio Nilson Nelson.
    "Muitos desses atletas figurarão possivelmente em olímpiadas representando o Brasil"  - - (Leila Barros, secretária do Esporte, Turismo e Lazer)

    “É um evento extremamente esperado pela comunidade do desporto escolar. Muitos desses atletas figurarão possivelmente em olimpíadas representando o Brasil”, disse Leila Barros, ao destacar que Brasília mais uma vez mostrará a capacidade de sediar grandes eventos.
    A importância do esporte para o desenvolvimento de um espírito de coletividade foi ressaltada pelo secretário de Educação, Júlio Gregório Filho. “Isso serve de estímulo para que nossas escolas cada vez mais trabalhem a sua educação física de maneira a contemplar não só o desenvolvimento físico, psicológico, mas também essa capacidade de trabalhar em equipe.”
    O que são os Jogos Escolares da Juventude
    Os Jogos Escolares da Juventude são o maior celeiro de talentos olímpicos do País. A competição estudantil revela, a cada ano, novos nomes para o esporte.
    Da delegação de 465 atletas do Time Brasil que participaram da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, 52 eram egressos dos Jogos Escolares da Juventude. Entre eles, destacaram-se Mayra Aguiar e Sarah Menezes, do judô, e Hugo Calderano, do tênis de mesa.

    Galeria de Fotos: - (     Goo.gl/ao3wxs    )









    Agência Brasília

    quarta-feira, 26 de julho de 2017

    Cine Brasília recebe Mostra de Animação Russa

    São 37 filmes para adultos e crianças, de 20 diretores da Rússia e da ex-União Soviética. Programação inclui ainda mesas-redondas e palestras com diretora russa. Coletânea fica em cartaz de 27 a 30 de julho

    Brasília recebe pela primeira vez a Mostra de Animação Russa, que exibirá 37 filmes produzidos na Rússia e na antiga União Soviética. A coletânea ficará em cartaz no Cine Brasília (106/107 Sul), de 27 a 30 de julho.
    As animações serão apresentadas nas versões dublada e/ou legendada, com sessões específicas para crianças a partir de 4 anos.
    A programação homenageia também a retrospectiva de três diretores e animadores russos: Yuri Norstein, Alexander Petrov e Svetlana Filippova.
    "É importante trazer programas como esses, que abordam outras culturas, além de o cinema de animação russo ser um dos mais influentes no mundo" - Sérgio Moriconi, programador do Cine Brasília

    A exibição tem por objetivo apresentar aos brasileiros filmes da Escola de Animação Russa e diretores que influenciaram o gênero no mundo. Entre eles estão Petrov, vencedor do Oscar de Melhor Curta de Animação de 2000 pelo filme O Velho e o Mare indicado novamente à estatueta em 2007 com o título Meu Amor.
    “A mostra é um projeto excepcional. É sempre importante trazer programas como esses, que abordam outras culturas, além de o cinema de animação russo ser um dos mais influentes no mundo”, justifica Sérgio Moriconi, programador do Cine Brasília. A sala tem 619 lugares.
    Histórias, músicas e folclore russos
    Além dos desenhos, os espectadores poderão conhecer um pouco mais sobre a cultura russa, inclusive histórias, músicas e folclore presentes nos filmes apresentados. É o caso de Quebra-Nozes, de E.T.A Hoffman, com trilha do compositor Piotr Tchaikovsky.
    O público também poderá conhecer a obra do poeta Kornei Tchukóvski, considerado o mais importante autor infantil da Rússia. Dois filmes baseados em produções do escritor serão exibidos, e o livro Tarakã, o baratão, com tradução para o português, será lançado na sexta-feira (28).
    As 37 películas escolhidas vão de 1950 a 2014, algumas produzidas ainda durante o período da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), criada em 1922 e dissolvida em 1991.
    Além do cinema clássico, a ex-União Soviética destacou-se como uma das maiores produtoras de animações, tradição que se mantém nos dias de hoje na Rússia.
    Programação paralela com diretores e críticos
    Uma programação paralela inclui palestras com diretores e críticos especialmente convidados. No sábado (29), a diretora Svetlana Filippova estará presente às mesas-redondas dedicadas aos significados e às perspectivas da animação cinematográfica, com tradutor simultâneo.
    A mostra é uma iniciativa da produtora Ars Et Vita, em parceria com a Secretaria de Cultura, que cede a sala do cinema, e com patrocínio do Banco de Brasília (BRB).
    Acesse o link com a programação completa. O ingresso custará R$ 6 (preço único). - Mostra de Animação Russa - De 27 a 30 de julho - No Cine Brasília (106/107 Sul) -





    Agência Brasília

    Celular ao volante rende 1,8 mil multas por dia no DF

    Flagrante de motorista falando ao telefone: insegurança maior nas vias - A cada dia, 1,8 mil motoristas do Distrito Federal são flagrados ao celular. 

    Levantamento feito pelo Departamento de Trânsito (Detran) mostra que, nos primeiros seis meses do ano, foram cometidas 32.499 infrações desse tipo, um aumento de mais de 200 multas aplicadas diariamente na comparação com o ano passado — a expectativa do órgão é de que as 52.821 autuações registradas em 2016 sejam ultrapassadas em 2017, aumentando a insegurança nas vias da capital do país.

    O juiz arbitral Fábio Tavares, 31 anos, perdeu as contas de quantas multas levou por falar ao telefone enquanto dirigia. Ele reconhece o perigo da prática, mas argumenta que o antigo trabalho e o costume faziam com que ele atendesse a diversas ligações. “É arriscado, mas eu trabalhava como vendedor e, na correria, era normal fazer negócios ao telefone, enquanto eu estava em trânsito”, alegou.

    Depois de tantas autuações e de quase perder a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Fábio tem tomado mais cuidado ao volante. “Eu sei que é um erro e que devemos nos educar. Estou mudando os meus hábitos, como desligar ou colocar o celular no silencioso enquanto dirijo”, contou.

    O comerciante Mário Jorge é outro condutor flagrado usando o celular na direção. Dessa vez, ele quase se envolveu em um acidente. “Estava atrasado para o serviço e resolvi tentar adiantar algumas coisas. Além de tomar a multa, quase causei uma batida. Sei que estava errado e que vai doer no bolso (a autuação). Não recomendo a ninguém que faça isso”, disse Mário, que garante não mais usar o aparelho ao volante. “Eu não gosto, tenho medo de me acidentar”, afirmou.

    O especialista em educação e segurança no trânsito Eduardo Biavati acredita que a frequência do desrespeito às leis de trânsito se dá pela “dependência tecnológica”. “A questão é que a sociedade está viciada em celular e cabe ao motorista se educar para evitar ao máximo o uso do aparelho enquanto dirige”, disse o mestre em sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e escritor.

    O que diz a lei
    O artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro prevê que dirigir o veículo falando ao celular caracteriza infração gravíssima. Resulta na perda de sete pontos na habilitação, além de multa de R$ 293,47.

    32.499 - Total de autuações por uso de celular ao volante no DF até junho de 2017


    Por: Ricardo Faria – Foto: Rodrigo Nunes/CB/D.A.Press –Correio Braziliense

    O futuro da W3 Sul

    O futuro da W3 Sul

    *Por Severino Francisco

    Com apenas 57 anos de existência, a cidade passou por mutações vertiginosas que alteraram o perfil, a fisionomia, o ritmo, a pulsação e as funções de certos setores. A W3 Sul era o centro comercial e nervoso de Brasília até os anos 1970. O movimento cultural, as rodas de negociação política, as mobilizações dos estudantes e a vida boêmia aconteciam naquele território.

    Em razão do descaso, ela se viu reduzida à condição de bairro fantasma, principalmente à noite. O Mercado Municipal, um dos marcos simbólicos da resistência da W3 Sul acaba de encerrar as atividades. As calçadas estão esburacadas e tomadas pelo lixo. É um cenário desolador e, aparentemente, sem perspectivas de reversão.

    Mas esse não parece ser o destino inapelável das avenidas e ruas de atividade comercial no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Curitiba, em Belo Horizonte ou no Recife. Os shopings vieram e não eliminaram a Rua 25 de Março ou a Rua Oscar Freire, em São Paulo, ou o complexo do Saara, no Rio de Janeiro.

    O trabalho de revitalização promovido pelo Coletivo Labirinto no Setor Comercial Sul é o maior exemplo da viabilidade da W3 Sul, mesmo porque ele é o começo da avenida. As rodas de samba avançam pela madrugada e tornaram a área muito mais segura.

    No momento, o Rio vive uma situação de colapso em razão da rapinagem bilionária dos Alibabás e os 50 ladrões, que amealhavam joias caríssimas, enquanto a cidade agonizava com a falta de investimentos em setores essenciais. Todavia, é de lá que vem a experiência bem-sucedida do bairro da Lapa, reduto dominado pelo tráfico de drogas e transformado em centro cultural vivo, endereço de renovação do samba.

    Por tudo isso, li com muito prazer matéria de duas páginas, de Thiago Soares, no caderno Cidades. Seria preciso desengavetar o projeto de revitalização do arquiteto e urbanista Frederico Flósculo, vencedor do concurso nacional realizado em 2002. A cultura ocupava um lugar de destaque.

    Seria importante convocar os antropólogos, os sociólogos, os economistas, os historiadores e os mobilizadores culturais. A W3 Sul é uma referência muito forte em minha vida. Nos anos 1980, participei, com muito orgulho, de um movimento de resistência contra o fechamento do Cine Cultura.

    Testemunhei Renato Russo pular de uma corda rumo ao palco como se fosse um Tarzan do Terceiro Mundo no espetáculo O último rango, de Jota Pingo, no Teatro Galpão, nos tempos do Aborto Elétrico. Assisti a um show memorável de Cartola no Teatro da Escola Parque.

    Frequentei sebos, com a companhia incômoda do general Golbery do Couto e Silva, o criador do SNI. Eu pensava: tenho cara de guerrilheiro, mas, se esse general me prender, digo a ele que também sou fã do padre Antonio Vieira para aliviar a minha barra. Não aceito ver a W3 Sul com sentença de morte decretada pelo descaso.


    (*) Severino Francisco – Jornalista, repórter do Correio Braziliense – Foto: Antonio Cunha/Esp.CB/D.A Press - Ilustração: Blog-Google

    terça-feira, 25 de julho de 2017

    #DetranDF - Novos etilômetros reforçam fiscalização de motoristas embriagados

    Detran-DF comprou mais 88 etilômetros que aferem a concentração de álcool no organismo. Foto: Andre Borges/Agência Brasília

    Detran-DF comprou mais 88 equipamentos que aferem a concentração de álcool no organismo

    A fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) para coibir motoristas que dirigem depois de consumir bebida alcoólica foi reforçada com a compra de mais 88 etilômetros — equipamentos usados para aferir a concentração de álcool no organismo.

    Com a aquisição dos popularmente conhecidos bafômetros, o Detran passa a ter 136 equipamentos mais modernos para as operações da Lei Seca.
    De janeiro a junho deste ano, o órgão autuou 13.102 condutores alcoolizados, média de 72 por dia. Desse total, 874 foram presos por apresentarem índice considerado crime: igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
    No fim de semana — de sexta-feira (21) a domingo (23) —, o Detran e a Polícia Militar autuaram 102 motoristas por dirigirem após ingerir bebida alcoólica. Desses, dois foram presos por apresentar quantidade de álcool no sangue considerada crime.
    72 Média diária de motoristas autuados de janeiro a junho de 2017 por dirigirem alcoolizados

    Nessas operações, flagraram-se ainda 19 motoristas com a carteira nacional de habilitação (CNH) vencida há mais de 30 dias, nove inabilitados e dois com a carteira suspensa. Os agentes removeram 145 veículos ao depósito.

    Dirigir sob efeito de álcool acima do limite é infração gravíssima

    De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, a pena para quem apresenta resultado igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar no teste do bafômetro é detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão da CNH ou proibição de tirá-la.
    R$ 2.934,70 - - Valor da multa para quem apresenta no teste do bafômetro índice alcoólico considerado crime

    Além de ter de pagar multa de R$ 2.934,70 pela infração gravíssima, o infrator é suspenso do direito de dirigir por um ano.

    Caso haja reincidência no período de até 12 meses, o valor dobra: R$ 5.869,40. Recusar-se a fazer o teste do etilômetro também é considerada infração com as mesmas penalidades.

    Galeria de Fotos: - (   goo.gl/xJwR9f   )







    Agência Brasília

    Situação de emergência chega ao fim na saúde pública do DF

    Medidas adotadas desde 2015 possibilitaram o reabastecimento de medicamentos e recomposição do quadro de pessoal

    Após uma série de esforços para reverter a situação caótica encontrada em janeiro de 2015, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal declarou o fim da situação de emergência no setor a partir deste mês.
    Durante esse período, medidas estruturantes possibilitaram a recuperação de áreas relacionadas a:
    • Abastecimento de medicamentos e insumos
    • Contratação de serviços
    • Desbloqueio de leitos
    • Redimensionamento dos setores
    • Recomposição da força de trabalho
    A parte financeira também foi beneficiada com ações que permitiram economia de recursos.
    O chefe de Gabinete da pasta, André Luís Soares, lembrou as situações que levaram o governo de Brasília a decretar a emergência. “Nosso retrato de 2015 era de déficit de pessoal, problema orçamentário gigantesco em razão de dívidas, desabastecimento de medicamento e material médico e poucos contratos em vigor”, explicou.
    Entre os graves problemas herdados, Soares citou a interrupção de serviços essenciais como água, luz e telefone.
    Iniciada no atual governo por meio do Decreto nº 36.279, em 19 janeiro de 2015, a situação de emergência foi prorrogada por sucessivos decretos até o último, em 16 de janeiro de 2017, com efeitos até 15 de julho.
    Para solucionar o desabastecimento da rede, foram criadas as novas Subsecretarias de Logística e de Infraestrutura em Saúde. As duas passaram a intervir de forma sistemática em problemas nevrálgicos ligados a abastecimento de medicamentos e materiais médico-hospitalares e manutenção de equipamentos.
    R$ 113 milhões - Economia anual para os cofres públicos com o novo sistema de pregões para compras da rede de saúde

    Atualmente, a Saúde alcançou um dos seus melhores indicadores, com 86,5% de abastecimento de medicamentos e 80,8% de materiais médico-hospitalares.
    “Com o primeiro manual de contratações para especificar como tramitará o processo de compras e outros ajustes nos processos, também conseguimos licitar muito mais. Em 2017, nós já fizemos 201 pregões e concluímos 160”, enumerou Soares.
    Em 2016, foram feitos 231 pregões, que resultaram em redução de 18,56% entre o valor estimado e o valor licitado, com economia superior a R$ 113 milhões no ano.
    No valor dos contratos de exames de bioquímica, a redução de gasto anual foi de aproximadamente R$ 22 milhões. Houve também economia na despesa com hemogramas (R$ 3,6 milhões) e com testes da gestante (R$ 2,4 milhões).
    Verificou-se ainda redução de gastos estimada em mais de R$ 20 milhões por biênio com licitação para fornecimento de alimentação. A renegociação de 18 contratos de aluguel resultou em corte de mais de R$ 1,7 milhão por ano.
    Acerto de contas do passivo deixado pelo governo anterior
    Soares explicou que parte dos passivos de 2010 a 2014, do governo anterior, também começou a ser paga. A pasta negociou a flexibilização do uso dos recursos recebidos do Ministério da Saúde. A inadimplência fazia com que as empresas não tivessem interesse em firmar novos contratos.
    “Foram mais de R$ 400 milhões relativos a custeio. Até o momento, foram reconhecidos R$ 136.186.349,83 e pagos R$ 119.730.839,56. Isso injetou mais confiança nas empresas”, contabilizou o chefe de Gabinete da secretaria.
    Segundo ele, foram contratadas manutenções de muitos equipamentos que estavam parados como: tomógrafo, mamógrafo, raio-X, arco cirúrgico, acelerador linear para radioterapia e cobaltoterapia.
    Com isso, houve melhora na oferta de serviços. Na semana passada, por exemplo, foi possível zerar a fila de exames de mamografia.
    Pessoal e telefonia
    No caso da internet, 14 unidades da pasta passaram a utilizar a estrutura GDFNet, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, com redução de despesa. A licitação emergencial para contratar serviços de telefonia fixa está em fase final, e a proposta entregue por uma operadora, em análise.
    Quanto aos recursos humanos, em 2016, foram nomeados 2.767 servidores, dos quais 2.051 tomaram posse. Em 2017, mais 1.255 candidatos aprovados foram convocados para diversos cargos e especialidades.
    Cerca de 200 técnicos de enfermagem contratados em 2017 foram direcionados para reabertura de leitos bloqueados por falta de recursos humanos.
    A pasta também começou a utilizar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que permite a tramitação de documentos exclusivamente por meios digitais. A ação traz economia, pois, além de evitar a impressão de milhares de páginas, dispensa o transporte de processos.
    Soares destacou outras grandes iniciativas em andamento para melhorar a assistência à população. Entre elas:
    • Transformação do Hospital de Base em instituto
    • Conversão total da atenção primária para o modelo Estratégia Saúde      da Família
    • Criação do complexo regulador para todos os leitos da rede de urgência e emergência
    • Sistema de doação e captação de órgãos
    A restruturação dos processos de trabalho da rede de urgência e emergência e o lançamento do manual de contratações, que trouxe agilidade para as aquisições de insumos, completam a lista.





    Agência Brasília

    EXECUTIVO » Rollemberg em busca de R$ 1 bilhão

    "Enfrentamos muita dificuldade de manter os nossos compromissos em dia. Estamos com pagamentos atrasados com prestadores de serviço e fornecedores. Esses recursos são muito importantes para o Distrito Federal"  - (Rodrigo Rollemberg, governador do DF)

    Encontro com o presidente Michel Temer serviu para o governador discutir três temas capazes de, no total, render recursos bilionários ao DF. Além de questões previdenciárias, pleiteia-se a equiparação dos benefícios fiscais no Centro-Oeste

    O governador Rodrigo Rollemberg se reuniu ontem com o presidente Michel Temer para pedir a sanção da lei que equipara benefícios fiscais na Região Centro-Oeste. O projeto, aprovado pelo Senado no último dia 12, permite que o Distrito Federal adote a mesma política fiscal de estados vizinhos, como Goiás. Por conta de benesses tributárias concedidas pelo governo goiano, centenas de empresas deixaram a capital federal e, com isso, o DF perdeu arrecadação e novos investimentos. Além desse tema, Rollemberg pediu a Temer que o Ministério da Fazenda devolva recursos retidos do Fundo Constitucional do DF relativos à contribuição previdenciária de policiais civis e que o governo federal autorize a compensação da aposentadoria de dívidas da União com a capital do país. Esses dois últimos pleitos podem trazer para a cidade quase R$ 1 bilhão.

    A preocupação de Rollemberg é de que Temer vete um parágrafo do texto aprovado no Senado, considerado essencial para o Distrito Federal. Esse dispositivo permite que uma unidade da Federação conceda os mesmos benefícios fiscais de estados da mesma região. Nos últimos cinco anos, desde que a Justiça derrubou leis garantindo benefícios fiscais no DF, pelo menos 600 empresas abandonaram a cidade e 10 mil postos de trabalho foram fechados, segundo projeção do Sindicato do Comércio Atacadista (Sindiatacadista).

    “Fui levar ao presidente Temer a importância desse tema para o DF. A lei é indispensável para que possamos concorrer com outras unidades da Região Centro-Oeste em igualdade de condições, principalmente com Goiás”, explicou Rodrigo Rollemberg. “É uma necessidade da cidade desenvolver a economia privada. Em razão da crise fiscal, precisamos depender menos do setor público”, acrescentou o governador, após encontro no Palácio do Planalto. Rollemberg entregou um ofício fazendo a solicitação formal para que Temer sancione o texto sem excluir o dispositivo que beneficia o Distrito Federal. Segundo ele, o presidente da República “foi atencioso e se comprometeu a analisar os pleitos”.

    Previdência
    O outro tema de interesse do DF debatido ontem no Palácio do Planalto foi a retenção da contribuição previdenciária de policiais civis do Fundo Constitucional. Só este ano, o valor chegou a R$ 210 milhões. De acordo com Rollemberg, há duas decisões unânimes do Tribunal de Contas da União determinando a devolução dessa verba até 20 de agosto. “Enfrentamos muita dificuldade de manter os nossos compromissos em dia. Estamos com pagamentos atrasados com prestadores de serviço e fornecedores. Esses recursos são muito importantes para o Distrito Federal”, argumentou o governador.

    O terceiro assunto discutido com Temer foi a compensação previdenciária de valores que chegam a R$ 780 milhões. São dívidas do INSS com o Distrito Federal que o governo local espera converter em títulos da dívida pública. “Isso reduziria o nosso aporte do Tesouro para pagar aposentados”, explica Rollemberg. Outra possibilidade apresentada pelo GDF é que a União possa descontar essa dívida do valor mensal que o governo local paga ao INSS. Esse débito corresponde a servidores que contribuíram para o regime geral da previdência e, depois, ingressaram como servidores no GDF e, hoje, têm aposentadorias pagas pelo Executivo local.


    Por Helena Mader – Correio Braziliense

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