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  • sábado, 12 de agosto de 2017

    Escola sem partido, mas com ideias

    Escola sem partido, mas com ideias

    *Por Circe Cunha 

    Dias atrás, numa escola classe do Varjão, o professor começou a aula escrevendo em letras maiúsculas num canto da lousa, FTVD. Os alunos automaticamente trataram de copiar no caderno aquelas iniciais misteriosas. Terminada a aula, uma aluna questionou a presença daquelas iniciais que pareciam não se encaixar muito bem no assunto ministrado em sala. O professor explicou, então, que, invariavelmente, iniciava suas aulas escrevendo aquelas letras num canto do quadro e que elas significavam apenas “Fora Temer, Volta Dilma”.

    A turma caiu na risada e a história, aparentemente simplória acabaria aqui, não fossem por outras questões paralelas aí embutidas. Repercutem ainda, nos meios educacionais e na sociedade em geral, as propostas que visam estabelecer a chamada Escola Sem Partido. A ideia, cujo o DNA é desconhecido, ganhou força e vida tão logo ficaram patentes para todo o mundo as reais intenções dos governos petistas de aparelhar o Estado e transformá-lo em veículo para suas pretensões ilimitadas de poder.

    O aparelhamento do sindicato dos professores, de um modo geral, marcou a ponta de lança, que passou a irradiar, para dentro das salas de aula, as teses de um socialismo do tipo caboclo, sem bases científicas ou teóricas sólidas, mas que ambicionava, a qualquer preço, introduzir no ambiente acadêmico e, principalmente, nas mentes em formação, o longo processo de doutrinação necessário para a propagação do ideário trazido pelo Fórum de São Paulo e pelo Bolivarianismo do século 21.

    Na verdade, o que as viúvas e os órfãos do lulopetismo temem é que, nas discussões políticas feitas nas escolas públicas, o partidarismo e o falso apelo ideológico fiquem de fora dos debates, com a discussão do assunto sendo feita de modo puramente pedagógico, sem o falso brilhante das paixões irracionais. O maniqueísmo criado artificialmente para separar esquerda e direita, absolvendo uma e condenando a outra é o que se buscou desde o início, como estratégia para introduzir o ambiente de divisão, necessário para o processo inicial revolucionário.

    A tragédia, em todos os seus aspectos, experimentada hoje pela Venezuela, expõe, como nenhum outro argumento, o exato sentido do que vem a ser a imposição de um ideário fantasioso e claramente fascista, antecipando e colocando ao vivo e a cores como seria o Brasil de amanhã, caso a nação aceitasse enveredar pelos mesmos e tortuosos caminhos do socialismo do tipo latino-americano.

    Essa realidade ganha ainda maior materialidade e sentido à medida que se verifica o total apoio dado pelos partidos de esquerda do Brasil à ditadura mambembe e criminosa de Nicolas Maduro. O que se teme com a proposta de escolas sem partidos é que esses ambientes venham a ser apenas um lugar de ideias, discussões, uso da liberdade de expressão. Uma classe sem fórmulas preconcebidas, muito menos sem fórmulas comprovadamente ineficazes e infelizes.

    ***
    A frase que foi pronunciada: “Diga não à doutrinação!”
    * >>>> (   goo.gl/RGYj5U   )

    Park Way
    » Houve uma manifestação na reunião do grupo Pensar com os moradores do Park Way que vale replicar: “O Park Way está sendo espoliado pela nossa classe política. Os moradores vão perder a qualidade de vida, os recursos hídricos e a paz. Mas nós não descansaremos. Continuaremos correndo atrás dos políticos que estão arrancando as nossas penas esperando o dia em que vierem nos pedir um bocado de milho, nas eleições. A corrupção começa com os inocentes úteis e interesseiros gananciosos”.

    Pela raiz
    » A violência está se espalhando pelos quatro cantos de Brasília. É preciso compartilhar o telefone com os vizinhos para a prevenção pelo WhatsApp. Em casas, além disso, é preciso que os moradores se cotizem para pagar câmeras e empresas de seguranças. Estamos nas mãos da Secretaria de Segurança Pública. É preciso planejar proativamente para evitar o aumento dos assaltos e mortes. Ainda há tempo.



    (*) Por Circe Cunha – Coluna “Visto, lido e ouvido” – Ari Cunha – Correio Braziliense – Foto/Ilustração: Blog - Google

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